Todos sabem que Overwatch é conhecido por seus criativos eventos que ocorrem de vez em quando. Inicialmente, tivemos o evento da copa que acompanhava a copa do mundo (7×1 te lembra alguma coisa?). O evento trazia consigo novas skins, novas falas, novos sprays e um novo modo de jogo.

Seguindo essa linha, a Blizzard continuou lançando novos eventos como Natal, Ano Novo Chinês e o mais recente de Aniversário de um ano do game.

Agora, como a empresa já havia anunciado, eles lançaram o tão esperado mapa lunar com algumas novidades. Eu resolvi conferir em primeira mão, bora conferir comigo?

O novo mapa é bem interessante, afinal o fato de estarmos na lua já conta como criativo. O modelo de jogo é o padrão de conquistar áreas e devo ressaltar que temos caminhos variados para chegar ao objetivo (isso deve ajudar os snipers e campers de plantão).

Uma das novidades que chamou mais a minha atenção foi o telescópio no início da partida. O seu personagem pode olhar por ele e visualizar o “mundo” de Overwatch, inclusive o Observatório Gibraltar (que é um mapa do jogo).

Um desafio muito divertido que a Blizzard também inseriu nessa atualização é o Baixa Gravidade. Aqui, nós jogamos os mapas comuns do game, mas com uma pequena diferença: gravidade baixa.

Explicando melhor, quando você salta com o personagem, ele fica pairando no ar durante alguns segundos. É proporcionar ao jogador a oportunidade de experimentar a gravidade na lua. 

Nem preciso dizer que isso torna a partida muito divertida e que os personagens com saltos altos (como Genji, Winston e Pharah) tem uma vantagem maior ainda.

Overwatch é um dos meus jogos preferidos e continua nessa lista após essa atualização. Creio que terei mais algumas horas de diversão.

POR NAÔR WILLIANS

– Ele é o cara perfeito – disse o Aranha olhando para Luc Mobo e depois fitando Ash.

Os três estavam em uma mesa do MC’Donalds que ficava a dois quarteirões da Columbus Agency Detectives. No caminho, o Aranha ligara para dois detetives que ele dizia serem de confiança. Infelizmente, somente um respondera ao chamado. Luc Mobo.

– Não duvido das habilidades do senhor Mobo – falou Ash.

Luc sorriu e assentiu com a cabeça. Ash e o Aranha assentiram também.

– Não estou acenando para vocês. Aquele é meu vizinho de quarto – disse o detetive.

– Luc, tem certeza que prestou atenção em tudo o que eu disse? – perguntou o Aranha.

O detetive Mobo mexeu em sua jaqueta de cor mostarda surrada e retirou um bloco de notas do bolso.

– Talvez queira que tome nota de todos os detalhes? – questionou Luc retirando uma caneta do outro bolso.

– Não, não, não – disse o Aranha encarando um homem que o fitava; as pessoas não ficavam a vontade com a máscara e algumas vezes ele já fora retirado de locais por causa disso.

– Ah, que bom – falou Luc – Porque minha caneta está sem tinta. Me esqueci.

Ash gargalhou quando ouviu isso e o Aranha empurrou o ombro dele de leve. O garoto abocanhou um big Mac como se estivesse em jejum há dias. 

– Ei, vá devagar, você pode se engasgar – advertiu o detetive Mobo.

O Aranha cruzou os braços recordando cada passo de seu plano. Ele odiava ter que esperar, mas não poderia simplesmente ir entrando pela porta da frente da agência. Se, de fato, o capitão estava envolvido em alguma conspiração, ele teria que ser discreto. E segundo o garoto Ash, a essa altura, o melhor seria que o capitão pensasse que o Aranha estava morto na explosão.

– Sei que está com pressa, Aranha – disse Luc – Mas se o que você está falando é verdade, vamos ter que esperar mais um pouco. Precisamos que ninguém desconfie.

O Aranha assentiu pensando no quanto era díficil ouvir Luc Mobo argumentando, embora fosse um dos melhores agentes do mundo. O jeito atrapalhado não combinava com o porte de um detetive sério. No entanto, a ficha de Luc falava por si mesma.

Além disso, o Aranha confiava em Luc. Nunca tivera experiências para confiar, mas a aurea de inocência que o rodeava confortava a desconfiança. Era apenas intuição e o Aranha sempre apostava em sua intuição.

– Já que estamos de acordo, vou voltar para casa – disse Luc se levantando – Eu estou com sono e daqui a pouco começa a sessão espião no canal 4. Vocês têm onde ficar esta noite?

– Sim, Luc. Não se preocupe conosco – falou o Aranha.

– Assim que eu estiver com o que me pediu, entro em contato. Enquanto isso não acontece, seria melhor não nos contactarmos – sugeriu o detetive Mobo.

O Aranha concordou. Luc recolheu um velho chapéu do banco.

– Vá devagar com os lanches, garoto.

O detetive Mobo foi embora. O Aranha suspirou longamente.

–  Agora é só uma questão de tempo – disse Ash abocanhando o último pedaço do Big Mac.

 

CONTINUA…

POR NAÔR WILLIANS (ÔMEGA BR)

O fogo se alastrava enquanto o Aranha lembrava do sonho de Ian. Vários de você mortos. Queimados. 

– Eu quase não consegui chegar a tempo – suspirou o adolescente ao seu lado.

– Que merda…

– Ah, sem essa de agradecimento. Fiz o que precisava fazer.

– Quem é você?

– Acho que isso é uma longa história.

– Como… como você conseguiu me salvar? Eu sequer ouvi barulho de bomba – disse o detetive cruzando os braços.

O garoto abriu um sorriso de orgulho. Quase como se aquela frase do Aranha fosse um elogio.

– Eu tenho alguns… dons sobrenaturais.

– Você é um dos garotos do CHILD?

– Mais ou menos – o guri ergueu a sombracelha.

– Então o capitão Frank te enviou?

O garoto sorriu outra vez. Dessa vez, o Aranha reconheceu como um riso de deboche.

– Há mais sobre o capitão Frank dessa realidade do que acredita sua vã filosofia.

– De que merda você…

Nesse momento, sons de sirene soaram ao longe.

– É melhor vir comigo – disse o adolescente – Acho bom o capitão ficar com a impressão de que você morreu.

O Aranha segurou o garoto pelo braço.

– O que foi que você disse?

O adolescente não estava assustado, mas mantinha o sorriso de deboche.

– Aranha, foi o próprio Frank quem planejou sua morte.

O detetive apertou o braço do adolescente um pouco mais forte. O som da sirene estava cada vez mais próximo.

– Você só pode estar falando asneira.

– É só pensar, cabeça de teia. Quem te enviou para cá? Quem saberia um modo de inibir seu senso para detectar bombas? Quem está agindo de modo estranho? Quem desapareceu 1com seu amigo de trabalho, o detetive Hank?

O Aranha fitou o menino. Se o garoto pudesse olhar o rosto do detetive veria muita dúvida estampada naqueles olhos. 

– Vamos, tente falar com Hank.

O detetive soltou o braço do menino.

– É por isso que estou aqui, Aranha – explicou o garoto – Frank está armando alguma coisa. Ele está atrás dos detetives da agência e precisamos alertá-los. Preciso que me ajude a detê-lo.

O Aranha cruzou os braços novamente. Não podia acreditar repentinamente em tanta bobagem. Mas, mesmo assim, lá no fundo, algum senso de perigo apitava.

– Nós vamos investigar – disse o detetive.

– O quê?! – exclamou o adolescente de modo agressivo – Não temos tempo para investigações!

– Escuta aqui, garoto. Você acabou de acusar uma das pessoas mais confiáveis da face da terra de traição e acha que vou simplesmente aceitar isso como verdade?

O menino abaixou a cabeça.

– Eu não contava que vocês ainda fossem tão ingênuos – reclamou o garoto.

– Primeiro, qual é o nome?

– Pode me chamar de Ash.

– Ok, senhor Ash. Venha comigo.

 

CONTINUA…

POR NAÔR WILLIANS (ÔMEGA BR)

O silêncio do balcão estava começando a incomodar o Aranha. Ele tinha tentado entrar em contato com o capitão Frank pelo número pessoal – usado somente pelos melhores agentes. Mas ninguém atendia. Isso só ajudava a levantar mais suspeitas sobre o que de fato estava acontecendo.

No caminho para o balcão, o Aranha conseguira ouvir notícias sobre o acidente no rio Potomac e alguns relatos estavam melhor esclarecidos para ele. Exceto o desaparecimento do CHILD e o sumiço repentino do capitão Frank. Era óbvio que o capitão sumia de vez em quando em missões sigilosas. Entretanto, esse tipo de sumiço era sustentado por fatos verossímeis. Por hora, o Aranha só tinha dúvidas.

Um ruído soou ao longe. Provavelmente um rato, pensou o detetive. Por que o capitão Frank o enviara aquele local? Qual era a razão?

Naquele momento, o Aranha voltou a se lembrar da visão de Ian. Vários de você mortos. O que isso significava? O próprio Ian não sabia o que queria dizer. Nem sempre ele sabia. E isso só ajudava a piorar a situação. Ian não sonhava muito com morte e muito menos com várias mortes. O Aranha se sentia mais tentado a desvendar o mistério. Ou talvez fosse tarde demais. Ele não costumava pensar em sua própria morte, embora já estivesse próximo dela inúmeras vezes. Mas, mesmo agora, ele não estava preparado. Preparado para morrer.

O detetive ouviu outro ruído ao longe.

– Maldição… – resmungou irritado.

E foi então que tudo aconteceu. Sem barulho de bip e invísivel ao tato apurado do detetive. O balcão explodiu. As colunas cederam. O teto se despedaçou em três partes de concreto. O fogo consumiu o que era consumível e a fumaça envolveu o local como um manto negro. 

Entretanto, o Aranha estava fora do local com um garoto agarrado ao braço dele. O detetive olhou para o fogo no bacão e estremeceu. Vários de você mortos.

– Eu quase não consegui chegar a tempo – disse o garoto sorrindo.

O Aranha fitou o adolescente.

 

CONTINUA…

POR NAÔR WILLIANS (ÔMEGA BR)

– Onde está o capitão Frank? – questionou o Aranha Negra para a secretária.

Beverly – ou Bev, como todos costumavam chamar – encarou a máscara do detetive com a boca torta e a sombracelha erguida. O Aranha sempre achara que ela tinha uma certa aversão pelo modo como o detetive se vestia. 

A Columbu’s Agency Detectives estava movimentada naquela manhã. O acidente no lago e o desaparecimento do Child agitaram de forma drástica a agência. A imprensa e as Nações Unidas queriam saber o que estava acontencedo e o pior – pelas informações que Petit fornecera ao Aranha mais cedo – era que ninguém sabia realmente de nada.

Petit dissera ao Aranha para ficar de olhos abertos e isso só complicou tudo. Ian Parker – um velho amigo do Aranha Negra – tinha ligado na madrugada – coisa que não era do feitio de Parker – para alertar sobre um sonho macabro que tivera. Ian era um vidente. E o fato da revelação ser sobre a morte do Aranha fazia tudo ficar mais preocupante.

– O capitão Frank não está aqui, Aranha – disse a moça.

– E onde ele está, Bev?

– Não estou autorizada a dizer para você.

O Aranha cruzou os braços. Se Bev pudesse ver a cara dele, acharia um grande ponto de interrogação escrito na testa do detetive.

– Como assim não está autorizada?

– O capitão Frank não permitiu que eu falasse com ninguém a respeito da missão. Mas pediu para entregar isto quando você chegasse – a secretária colocou um envelope diante do detetive.

O Aranha abriu. Havia um endereço e o carimbo oficial de Frank. Ele olhou para Bev e depois foi embora.

O endereço ficava em um velho balcão abandonado quase nos limites da cidade. Entre o endereço e o carimbo do capitão haviam duas palavras: pistas e sigilo.

O Aranha entrou em seu carro e partiu rumo ao local. Lembrar da visão de Ian trouxe alguns arrepios na espinha. E o detetive se questionou se não estaria indo direto para a morte.

CONTINUA…

POR NAÔR WILLIANS (ÔMEGA BR) 

Sangue.

Era tudo o que Ian conseguia ver ao lado.

Um lago de sangue.

O vermelho borbulhava tão vivo que parecia estar olhando para ele.

Um lago de sangue olhando para mim.

Ian percebeu que estava dentro do lago. As pernas estavam inteiramente cobertas pelo sangue.

Estou coberto por um lago de sangue olhando para mim.

Mas tudo começou a piorar quando o rapaz enxergou uma duzia de corpos flutando no lago. Sua testa franziu e o cabelo desgrenhado saltou de um lado para o outro enquanto Ian tentava ver o rosto de algum corpo.

Estou coberto por um lago de sangue cheio de corpos olhando para mim.

Um corpo boiou até ele. Ian recuou percebendo que o cadáver estava fumaçando como um papel pegando fogo. E então, Ian descobriu quem era o cadáver.

Naquele momento, o corpo começou a pegar fogo. Ian recuou. Em seguida, todos os corpos começaram a pegar fogo sem parar enquanto um grito ensurdecedor vinha de todos eles. Ian recuou um pouco mais. E o cadáver mais próximo saltou sobre o pescoço dele.

Ian acordou suando frio. Ele estava caído no chão e suas cobertas jogadas perto do guarda-roupa. O rapaz passou a mão na testa suada enquanto recuperava o fôlego.

Foi então que Ian lembrou do corpo pegando fogo.

Rapidamente, o rapaz correu e pegou seu celular. Digitou uma senha e entrou em um aplicativo que também requeria uma senha. Ele errou a senha da primeira vez e xingou, nervoso. Acertou na segunda. As palmas de suas mãos estavam suadas. Alguns números de telefone apareceram na tela do celular. Clicou em um deles e digitou.

– Alô – disse uma voz do outro lado da linha.

– Preciso que venha até aqui. Temos uma urgência.

– Agora?

– Imediatamente – a voz de Ian tinha soado mais agrevissa do que o normal – Eu… Eu tive um sonho e você estava nele.

– Isso é normal. Não é por isso que somos amigos?

– Não é um sonho comum, Aranha! Eu vi você no meu sonho e você estava morto.

Houve silêncio do outro da linha.

– Pior do que isso, haviam vários de você mortos.

 

CONTINUA…

POR NAÔR WILLIANS (ÔMEGA BR)

O jato particular da Columbus Detectives Agency avançava veloz enquanto voltava para Washington. Hank estava sentado tentando digerir toda a história sobre o desaparecimento do CHILD e a origem do garoto de treze anos do seu lado.

– Você fala muito pouco, não é, Hank? – perguntou o garoto com um sorriso amigo no rosto.

 O capitão Frank fitou os dois e depois voltou a mexer no seu tablet militar. O adolescente estava algemado e Frank o trouxera por precaução. O capitão estava tentando reunir todos os membros da agência Columbus.

– Poderei falar depois que você me dizer o que fez com o CHILD.

– Eu fiz o que precisava fazer. O universo está se alinhando, Hank.

– Pare de falar asneiras. Para quem você trabalha?

O garoto sorriu e baixou a cabeça.

– Vocês estão sempre me obrigando a usar a força bruta.

Foi nesse momento que o pandemônio começou. O garoto derreteu as algemas e antes que Hank ou qualquer outro soldado presente fosse rápido para reagir, ele voou arrebentando a parte traseira do jato.

A sirene de emergência soou e os soldados acionaram os paraquedas afim de escapar do jato condenado. Entretanto, enquanto todos se afastavam do jato controlando o ar em seus paraquedas, Hank gritou:

– Ele está voltando! O garoto!

No coração da noite, Hank foi atingido pelo vulto sônico e os outros não conseguiram ouvir nem o grito do detetive. O paraquedas de Hank flutuou no ar enquanto o capitão Frank olhava para os lados, assustado.

 

FIM, POR ENQUANTO.

A SAGA CONTINUA EM PETIT NO BLOG CONTOS BR.

Hank disparou, mas não para matar. Entretanto, uma série de eventos bizarros aconteceu naquela noite, o que deixou Hank um pouco pensativo sobre a mão do sobrenatural na vida.

Fábio Guedes preparava para atirar. Então Hank decidiu desarmá-lo quando percebeu que o ator ia mesmo matar Tiago. Porém, Fábio pareceu notar a intenção de Hank e pulou na frente do tiro disparado pelo detetive. Em seguida, Tiago Mendes também caiu morto atingido pelo tiro de Fábio.

Éder apareceu logo depois e os dois correram na direção dos corpos. Fábio ainda arfava pesadamente com sangue escorrendo dos lábios.

– Por quê? Por que você fez isso, Fábio? – questionou Éder enquanto Hank constatava o horário da morte de Tiago Mendes.

O ator tentou abriu um sorriso, mas acabou gemendo de dor. O tiro disparado por Hank tinha acertado o pulmão em cheio. Fábio não tinha muito tempo.

– A ganância… dos homens… Eu vou para junto do meu amigo agora… – tossiu novamente e desta vez não voltou para o mundo real. Fábio Guedes estava morto.

Hank se aproximou com as mãos nos bolsos.

– Hank?

O detetive olhou para seu amigo policial.

– Até quando os homens maus vão corromper os homens bons?

Hank fitou Éder, mas não respondeu.

***

Assim que Hank e Éder cruzaram a porta da delegacia de Doluca, um policial os alcançou, arfando e com o cabelo desgrenhado.

– O que houve, Silas? – questionou Éder.

– Vocês precisam ver esta notícia. Principalmente você, Hank.

Os dois acompanharam o policial até a sala de refeição onde havia uma tv, um armário, pães e duas garrafas – uma de café e outra de leite. Mas Silas chamou a atenção para o noticiário na tv.

– Um avião ou meteorito caiu ontem nas margens do rio Potomac e causou um pânico nas pessoas que estavam por perto – dizia a reporter – Ninguém sabe ao certo o que caiu lá porque o exército cercou o local e não há modo de ver. A última notícia que tivemos foi que o CHILD entrou no local acompanhado pelo Capitão Frank. Depois disso, temos apenas teorias.

Hank estava com as mãos no bolso novamente.

– Eu estou aqui com um morador de rua das redondezas e ele tem algo a contar muito interessante que foi confirmado por mais três pessoas.

Um homem maltrapilho e sujo apareceu na tela. Seus dentes estavam amarelados e os olhos ramelados quando a câmera o focou corretamente.

– O chão tremeu e cinco redemoinhos de fogo surgiram na direção do rio. Eu consegui ouvir gritos e depois os cinco redemoinhos se juntaram e desapareceram. Logo depois, o exército encobriu o local como uma cápsula. Tem alguma coisa ruim acontecendo e eu vou dar o fora dessa cidade.

A tela mostrou uma cápsula de metal que cercava as margens do rio e os arredores do Piscataway Park. 

– Merda – resmungou Hank.

Neste momento, um alvoroço se formou na entrada da delegacia. Hank olhou e reconheceu os uniformes de dois policiais que discutiam com os policiais da delegacia de Doluca.

– Merda duas vezes – disse o detetive saindo da sala de refeição.

– Ora, aí vem ele, homens – falou um homem fardado com uma calvisse peculiar – Hank, finalmenete te encontrei.

– Olá, capitão Frank.

 

CONTINUA…

POR NAÔR WILLIANS (ÔMEGA BR)

Hank chegou na hora em que o homem barbudo portando um revolver foi baleado por Fábio Guedes. 

Éder ergueu as sobrancelhas quando viu a cena. Poucas horas atrás ele era o principal defensor de Fábio, acusando até a esposa do falecido Matias de calúnia contra o ator. Mas agora, suas convicções pareciam desajustadas. Fábio, o bom e velho ator da série, tinha mesmo disparado?

Hank abriu a porta do carro e se orgulhou mais uma vez por não duvidar sua intuição – ele era quase infalível. A insistência na busca por Fábio o trouxera até ali e se não fosse isso, com certeza, Éder não teria presenciado a cena.

Hank correu na direção do ator que perseguia o ex-produtor.

–  Hank! – gritou Éder.

– Chame reforço agora. Confere o homem baleado. Eu tenho que parar o Fábio – disse o detetive.

***

Tiago Mendes não conseguiu correr tão rápido como gostaria, isto porque Fábio disparou e acertou a perna do ex-produtor. Agora, ele estava escondido atrás de um baú do depósito Malta. Passos soavam de um lado e do outro. E sua perna sangrava. Tiago não sabia quanto tempo ia aguentar a dor.

E foi nesse momento que o cano do revolver apareceu na frente do rosto do ex-produtor.

– Ei, ei, ei, não faça isso! – gritou desesperado.

– Não se mova, seu lixo.

– Ei, Fábio, não foi… não é o que você está pensando.

– Você! Você! Você matou meu amigo – Fábio desferiu uma coronhada e Tiago caiu no chão; a arma foi engatilhada – Seu desgraçado! Por quê?!

– É o jogo, cara. Me pagaram para produzir outra série e abandonar Entre Pólvoras e Lâminas.

– Quem pagou?! Quem pagou?!

– Isso não importa – Tiago gemeu e segurou a perna machucada – Maldição. Era o ibope. Você e o Henrique eram bons. Então me pagaram para terminar a série e virar produtor do nosso concorrente.

Fábio cuspiu na cara de Tiago.

– Você não vale mais do que estrume de porco.  Vai pagar pelo que fez.

– Pare! – era a voz de Hank – Fábio, largue essa arma ou vou ser obrigado a atirar.

– Isso não é assunto seu, detetive. São pessoas como ele que fazem do mundo essa porcaria!

– Eu entendo sua dor – Hank avançava devagar – Mas não é assim que resolveremos os problemas do mundo. Se você quer mesmo fazer justiça, vamos levar esse homem para o tribunal.

– Tribunais são todos corruptos. Aqui, sou eu quem faço a lei.

Fábio Guedes voltou sua atenção para Tiago. Hank não estava perto o bastante. Dois disparos soaram.

 

CONTINUA…

POR NAÔR WILLIANS (ÔMEGA BR)

Fábio enxergou o Gol branco parado em frente a um restaurante. Ele olhou para o bilhete que o falecido Matias lhe entregara, conferiu se o número da placa batia e logo depois saiu do carro. Alguém ia pagar pela morte de Henrique e Fábio estava sentindo que aquela era a noite do acerto de contas. Isso se o diabo não colocar a pata dele no meio, pensou o rapaz ajeitando seu casaco para esconder o revolver na cintura.

Sorrateiramente, o rapaz observou dentro do restaurante. Apenas três mesas estavam ocupadas. Um casal tentando controlar uma criança jogando comida no chão. Um velho barbudo destruindo um X-bacon e dois homens conversando. E foi então que as pernas de Fábio bambearam.

Um dos homens era Tiago Mendes, o ex-produtor da série Entre Pólvoras e Lâminas. Nesse momento, tudo passou na mente de Fábio como um filme acelerado. Tiago cancelara a série e Henrique descobrira o porquê dessa decisão. 

O desconhecido – provavelmente o dono do Gol – entregou um pen drive para Tiago. O ex-produtor colocou o objeto no bolso da jaqueta e se levantou.

Fábio esperou escondido enquanto o distraído Tiago não percebia o quanto estava perto da morte.

O cano do revolver de Fábio alcançou as costas de Tiago Mendes.

– Continua andando na direção do Fox – sussurrou Fábio.

– O que… O que está…

Neste instante, Fábio foi atingido no abdomen por um disparo. Isto deu tempo suficiente para Tiago correr enquanto o desconhecido – que anteriormente estava dentro da lanchonete – preparava para disparar.

Entretanto, Fábio sacou seu revolver e disparou três vezes contra o desconhecido matando-o. 

Seu abdomen fumegava como se estivesse sob brasas. Seu casaco estava molhado de sangue. Fábio olhou para o lado e enxergou Tiago correndo. Era a noite do acerto de contas e ninguém ia sair vivo.

O ator correu atrás do ex-produtor.

CONTINUA…

POR NAÔR WILLIANS ( ÔMEGA BR)